Na trilha consciente, consciente da trilha

[ Texto inspirado por amigos espirituais durante prática espiritual e bioenergética de assistência e desenvolvimento coletivo. ]

Em 21/07/2026 recebo a mensagem de um ente espiritual durante uma prática coletiva de assistência energética, ocasião de minha coordenação física do trabalho. A assistência na ocasião estava direcionada a um grupo de espíritos com energia letárgica, com dificuldade de transformar a própria mentalidade estagnada.

A mensagem a seguir traduz o movimento de um espírito resgatando a própria espiritualidade em seu sentido mais profundo, deixando de lado tecnicismos, ensimesmamentos e excessos de linguagem. O vocabulário percebido parecia mais precioso, bonito e elaborado do que consegui registrar integralmente.

Não se trata necessariamente de um iniciado ou de um amparador, a sensação é mais próxima de alguém que desejava transmitir uma mensagem, ou simplesmente ser ouvido. O texto é curto, mas a intensidade da recepção foi marcante.

Na trilha consciente, consciente da trilha

Passando e caminhando pela estrada, encontrei meus problemas. Tropecei em minhas faltas, somente no eu.

A trilha solitária não nos deixa caminhar, andar ou correr.

A morte, sitiada no horizonte, lembrou-me que, sozinho, não alcanço as estrelas. Sozinho não sou o céu.

As passadas se acumularam e o cansaço tomou conta da alma.

Dormi. Dormi por mil anos.

Acordei com a luz em meus olhos. Acordei com a lamparina fulgurosa.

Lembrei de mim.

Mudei a direção e encontrei, numa fresta, a passagem para o meu coração.

A morte desapareceu. Permaneci invicto.

Não estava mais solitário. Voltara ao céu.

Voava no céu, e o que me sustentava não era o ar: era o sentimento, era o sentimento.

O que me sustenta é o amor.

Minhas asas brilham. Meus olhos brilham. Encontrei as estrelas.

Não estou mais só.

Invicto.

Tiago Sowmy
Tiago Sowmy

Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) em 2005, o Dr. Tiago Sowmy realizou residência médica em Neurologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC/FMUSP) entre 2007 e 2010, permanecendo no Ambulatório de Doenças Desmielinizantes por dois anos, onde participou de pesquisas clínicas no Centro de Pesquisa do HC/FMUSP.

Artigos: 9